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Reunião virtual apresenta cenários do Programa Mulher na região Nordeste



Brasília, 10 de junho de 2022.


Coordenada pela presidente do Crea-AL, eng. civ. Rosa Tenório, e acompanhada pelos também integrantes do Comitê Gestor do Programa Mulher no Confea, eng. quím. Simone Baía, eng. agric. Gizele Gadotti, eng. mec. Michele Costa e eng. amb. Renato Muzzolon Júnior, a primeira reunião virtual das coordenadoras e representantes do Comitê Gestor do Programa Mulher da região Nordeste foi realizada na tarde desta quinta (9/6).


Todos os regionais participaram e apresentaram um resumo das atividades, voltadas a uma sistematização que o Comitê do Confea pretende fazer até a realização da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), de 4 a 6 de outubro, em Goiânia, quando será realizado o Fórum do Programa Mulher. As reuniões começaram na última terça (7/6), com os regionais do Sudeste e prosseguem nesta sexta (10/6), com a reunião dos comitês da região Centro-Oeste. Em seguida, haverá os regionais das regiões Sul (dia 13) e Norte (dia 14).


Rosa Tenório descreveu que este ano seu regional promoverá uma ampla programação no dia 23 de junho, Dia Internacional da Mulher na Engenharia, e que o Programa Mulher será alvo de painéis na Soea “para fortalecer os nossos programas”. Gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea, Renato Muzzolon Jr. considerou que as etapas regionais “são de suma importância para que a gente possa ter um raio X das demandas para elaborar o nosso fórum em outubro”. Enquanto a assessora da presidência do Confea Simone Baía comentou a importância de “ouvir os regionais para traçarmos a política nacional alinhada com os programas regionais”.


Ações no Crea-CE, Crea-RN e Crea-SE

A coordenadora do comitê gestor do programa no Crea-CE, eng. agr. Maria Helena Araújo, descreveu atividades realizadas em 2021, como rodas de conversas, palestras e atividades sociais; participação em evento promovido pelo Confea e realização de evento próprio relacionado ao Dia Mundial da Mulher. “Terminamos o ano com uma visita técnica ao município de Aracati, a 200 quilômetros de Fortaleza, a pedido da Secretaria de Obras da cidade”, diz, informando que a programação do dia 8 de março foi concluída com uma palestra e uma apresentação do Programa na cidade de Tianguá.


“Também fizemos uma campanha relacionada à pobreza menstrual com a doação do ‘Kit Mulher’ junto a uma ONG e trabalhamos ações com as colaboradoras do Crea no Dia das Mães, quando recebemos a vereadora responsável pela Frente de Direitos Humanos, apresentando também um pouco do Sistema”, diz, informando que a mesma ação foi desenvolvida na Assembleia Legislativa onde será realizada também uma sessão solene em homenagem às mulheres, relacionada ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia.



“Estamos pretendendo assinar um convênio entre o Crea, a Mútua e a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa”, diz, listando metas como o primeiro Encontro Cearense de Mulheres da Engenharia, Agronomia e Geociências, previsto para 5 de novembro. O Crea-CE foi representado ainda pela coordenadora adjunta do Programa, eng. alim. Mayara Barreto, e pela secretária do comitê no regional, Lúcia Oliveira. Mayara Barreto acrescentou que o Comitê irá participar do Congresso Estadual de Profissionais para divulgar o Programa e que todas as entidades de classe serão convidadas a participar do I Encontro Cearense de Mulheres da Engenharia, Agronomia e Geociências.


Coordenadora adjunta do Comitê Gestor do Programa Mulher no Crea-RN, Lindalva Dantas também mencionou ação social de combate à pobreza menstrual e a realização de vários eventos. “Estamos com o calendário de reuniões agendadas, mensais. Dia 21, haverá nossa ação referente ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia com uma palestra sobre autoestima e autorresponsabilidade com café da manhã para conselheiras e profissionais. E dia 24 de agosto com recursos da Mútua, o comitê irá a Mossoró para interiorizar, como faremos em dezembro no município de Pau dos Ferros para fazer com que mais colegas tenham a oportunidade de participar”, descreve.




A realização de um debate com o tema “Mulheres que inspiram”, com a participação da vereadora Júlia Arruda e de várias jovens do Crea-Júnior, também foi relacionada por Lindalva, lembrando o apoio da presidente do Crea-RN, eng. civ. Ana Adalgisa, o que foi referendado pela mediadora da reunião, Rosa Tenório, que a considera “uma grande referência no Sistema”, lembrando que a primeira presidente de um Crea foi a potiguar Zélia Santos.


Coordenadora no Crea-SE, Isabella Lima descreveu uma rotina de “muita luta” para as mulheres do Sistema. “Quando vejo muitas mulheres fazendo muitas coisas, dá uma massageada no ego. Ano passado, foi implantado o Programa, com uma comissão reunindo inclusive algumas funcionárias do Crea, algumas conselheiras. Nosso regimento a princípio é muito enxuto, e este ano a gente teve alguns problemas que estão sendo solucionados, como a saída dessas funcionárias e de algumas dessas conselheiras. Fizemos um novo estatuto mais robusto, definindo as participantes”.




Isabella informa que o Crea-SE promove parcerias com o Sindicato dos Engenheiros do Estado, que conta com uma diretoria da Mulher “com quem fazemos vários eventos em conjunto” e o Coletivo de Mulheres do Sindicato. “Assim, estamos em contato com as profissionais para termos um embasamento para as futuras gerações. Queremos atacar as estudantes de Engenharia, Agronomia e Geociência, já que muitas ficam pelo caminho, o nicho das meninas que estão saindo para a escola no terceiro ano e também as profissionais afastadas, já que muitas se formam, mas não trabalham no Sistema. E as profissionais que já estão dentro para ocuparem espaço de poder. Esse é o grande objetivo do Programa Mulher no Crea”, comentou, informando que, no Encontro de Líderes, diante da fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro contra as engenheiras da obra do metrô de São Paulo, o Crea-SE fez uma campanha “para mostrar que mulher é tão capaz quanto os homens, para as mulheres não se acovardarem diante desse tipo de atitude machista”.


Crea-AL e Crea-PB

Vice-presidente do Crea-AL e coordenadora do Programa Mulher no regional, a engenheira civil Renilda Correia apontou que “há uma participação mais efetiva das mulheres, de fato, com o aumento do número de conselheiras em 2021 e com a presença de quatro diretoras”. Lembrando que a presidente Rosa é a primeira presidente mulher do regional, ela informou que está “chegando recentemente ao Sistema”, depois de atuar na coordenação de curso de Engenharia Civil há oito anos. “Tenho essa luta ferrenha para que as alunas não desistam e atuem de forma igualitária com qualquer um dos homens. Sempre recebendo solicitação de estágios e indicando inicialmente as mulheres. São muitos homens, mas a gente segue em frente”.




Renilda conta que o Programa Mulher foi instalado no ano passado, mas em 2022 teve uma repercussão maior, tendo atuado junto ao acompanhamento das propostas nacionais durante o Encontro de Líderes, sugerindo melhorias como o diálogo com as entidades de classe e a promoção da valorização profissional. Fizemos um calendário de reuniões, de acordo com o regulamento, que precisa ser revisitado. São quatro reuniões com possibilidade de reuniões extraordinárias, dependendo dos eventos a planejar. No Dia 8 de março, tivemos uma mesa-redonda com uma deputada, uma ex-reitora e uma advogada que foi a primeira ministra da Mulher do Brasil. Foi um bate-papo muito bacana com considerações gerais, visões diferentes da inserção da mulher, da profissionalização e do posicionamento no mercado de trabalho”.


A realização de dois minicursos sobre gestão da qualidade e sobre a Mútua, ações em parceria com o Crea-Júnior e de uma campanha interna, no Dia das Mães, com os conselheiros para arrecadar valores para doar kits para uma instituição liderada por uma engenheira e que atende mães em situação vulnerável, também foi destacada. Como ações futuras, Renilda Correia citou a divulgação com a campanha nacional desenvolvida pelo Confea, ao longo do mês de junho, além de uma homenagem por modalidades entre as mulheres com maior número de ARTs.


Rosa Tenório destacou que foi a primeira candidata à presidência do Crea em 53 anos. “Pela primeira vez, temos também uma vice-presidente mulher e ainda quatro das cinco diretorias composta por mulheres e também o maior número de mulheres no nosso plenário. Podemos estar fazendo parte da história do Conselho. É uma emoção ser a primeira mulher na galeria de presidentes”, disse Rosa, emocionada. “Precisamos destacar sempre isso. A equidade não permeava o meu dia a dia. Depois da eleição, vi a necessidade de discutir este tema. Fui absorvida por esse processo que perpassou o nosso Conselho. Por isso, tento fazer esse papel em defesa da equidade em toda a sociedade”, disse, agradecendo o apoio da conselheira Renilda.


Já a coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher na Paraíba, Virgínia Barroca, descreveu, a princípio, como foi lidar com a morte do presidente Antonio Carlos de Aragão. “Estamos passando por um momento atípico com a morte do querido presidente Antonio Carlos. Tivemos dois presidentes interinos, e agora a eleição onde assumiu o engenheiro civil Hugo Paiva. Botamos fé que agora iremos começar a caminhar a um novo rumo, em direção a dias melhores. Foram dois meses difíceis, com uma disputa difícil em uma eleição inédita, a primeira eleição computadorizada do Brasil. Agora, precisamos andar, continuar”.



O plano de trabalho deverá ser aprovado agora na primeira plenária presidida por Hugo Paiva. “Estamos nesse empenho. O programa é muito novo, está engatinhando. Foi implementado por Aragão que colocou a colega Carmen Eleonôra no ano passado. Por conta desses problemas com a presidência, Carmem não conseguiu desenvolver o programa dela em 2021”. Virgínia conta ainda que, com apoio da Mútua, em 12 de março, o Programa Mulher conduziu a palestra com o tema “De Gata Borralheira a Cinderela”, com uma psicóloga, em programação que contou ainda com “spa da beleza” e sorteios de brindes.


“Nós ainda não temos verbas direcionadas a este Programa. Mas nesse plano de trabalho, em que sou assessorada pela ouvidora Alméria Carniato, colocamos uma previsão orçamentária. Estamos aguardando a aprovação, mas temos muitos projetos que devem ser desenvolvidos a partir de agosto, após o Congresso Estadual de Profissionais. Temos em mente desenvolver isso na segunda ou terceira plenária, para divulgarmos o programa entre os conselheiros, uma apresentação de uma delegada da Polícia Civil sobre a violência contra a mulher. Temos também o projeto de fazer uma tarde com um filme para discutir um tema ligado à mulher. E o Primeiro Encontro Estadual da Mulher do Crea-PB, inclusive em algumas cidades do interior”, descreveu.


Primeira mulher a ser diretora regional da Mútua-PB, Cândida Regis considerou que o comitê Mulher está muito bem assessorado na Paraíba. “Virgínia está dando um 'up' no comitê. Está no caminho certo. E acredito que a partir de agosto haverá bons resultados, depois dessa transição”, disse, colocando-se à disposição para contribuir.


Crea-BA, Crea-MA, Crea-PE e Crea-PI

Coordenadora do Comitê e do Congresso Estadual de Profissionais, que totalizará 27 encontros preparatórios na Bahia, a engenheira civil Rute Carvalhal falou do “orgulho de contribuir para que as profissionais compreendam a importância desse movimento”. Segundo ela, os eventos microrregionais para o CEP ajudam a mostrar as dificuldades para mudar essa realidade. “Depois de um ano difícil por conta da pandemia, a gente está conseguindo retomar as atividades, e realizamos duas reuniões do programa Mulher, com a aprovação do plano de trabalho com 10 itens, alguns já cumpridos, como o Dia Internacional da Mulher em que houve uma live sobre a importância desse dia. Discutimos a participação feminina nesses ambientes predominantemente masculinos. Houve bastante engajamento com as profissionais felizes porque estamos tentando fazer uma movimentação em nível nacional para ter um espaço de fala”.


A coordenadora baiana informou ainda que, em 26 de março, participou de um congresso sobre a participação feminina na política, com vários partidos políticos. “Pude fazer uma fala sobre o Programa Mulher. A gente considera que ele precisa estar em todas as instâncias, pois é uma deliberação da ONU dentro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. No dia 31 de março, fizemos uma live com o Crea-Júnior, que é predominantemente formado por mulheres em sua diretoria. Fizemos algumas campanhas virtuais e estamos elaborando uma campanha de divulgação das diversas mulheres importantes que atuam no estado e que nunca tiveram visibilidade no Sistema”, descreveu.




Conselheira regional e representante do Crea-MA, a também engenheira civil Luciana Jacinto destacou que “a cada participação o encanto com o Programa Mulher vem aumentando”. Narrando que era a única mulher no plenário até a recente entrada de duas conselheiras, informou ser a única conselheira da Câmara de Civil. “Todos respeitam. Gosto de participar. Estou também como diretora administrativa do Crea. E como coordenadora do Programa, temos um grupo pequeno, foi bem difícil montar porque a gente não tinha mulheres interessadas em participar, mas a gente conseguiu formar um bom grupo”.

Luciana destaca a realização do evento no Dia da Mulher. “Convidamos a juíza Lúcia Helena da Vara de Mulher para falar sobre o empoderamento feminino. Foi uma motivação muito boa para todas as participantes. Na semana das Mulheres, a gente fez também uma palestra da professora Ana Barbieri com apresentações motivacionais. Foi um evento bem dinâmico, diferente de tudo o que a gente viveu”, diz, comentando que está aproveitando as boas experiências de outros comitês gestores para motivar a sua equipe e adotar no Programa Mulher maranhense.


“Quero copiar muita coisa para mostrar a atuação das mulheres do Maranhão. É um trabalho constante e vamos querendo mostrar mais. Estou muito encantada. Não consigo acompanhar tudo, mas vejo sempre as mensagens do grupo para aprender. Estou muito lisonjeada de participar desse grupo. Sabemos que não é fácil, mas quero continuar aprendendo e avançar. Sei que as pioneiras sofreram mais, mas a gente tem que continuar contribuindo para que todas tenham esse encorajamento. Estamos tentando puxar as mulheres que possam querer participar. Força de vontade estamos tendo bastante”, disse, sendo incentivada pela presidente Rosa.



Na sequência, a presidente do Crea-AL chamou atenção para a formação dos comitês gestores regionais. “No Crea-AL, todas as conselheiras titulares e suplentes têm assento. Já está no normativo que criou o Programa. Abrimos também para homens, um representante da Mútua e das entidades de classe. Temos também a representação do Crea-Júnior e abrimos também para uma mulher do setor produtivo. E uma funcionária de carreira do Crea-AL. É bem ampliado, a gente foi inclusive buscar externo”, comentou.


Eloísa Moraes, coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher do Crea-PE, informou que ele foi constituído em 2021, como um dos compromissos da campanha do presidente Adriano Lucena. Mencionou como primeira ação a série “A Voz é Delas” para contar a trajetória de seis conselheiras titulares por meio de vídeos disponíveis no site do Crea-PE. “No lançamento oficial do Programa, homenageamos seis mulheres de destaque”. A participação feminina no cenário socioeconômico atual foi tema de uma edição do programa semanal do canal do regional, Crea Convida. “Também com uma boa repercussão”, o Programa Mulher do Crea-PE promoveu, já em 2022, uma exposição de duas semanas no hall do Crea-PE, contando a história de 14 profissionais representantes de entidades. “No dia 30 de junho, alusivo ao Dia Mundial da Mulher na Engenharia, será realizado, em parceria com a Mútua, um encontro das mulheres engenheiras, debatendo questões de gênero e desafios ao longo da carreira”, descreve a coordenadora.




Representante da Mútua no Comitê Gestor do Programa Mulher do Crea-PI, Luma de Oliveira apresentou a realização de eventos no Dia Internacional da Mulher e no Dia das Mães com palestras e sorteio de brindes. “Foram muito proveitosos. Tínhamos engenheiras de todas as idades, trocando vivências importantes”, disse, destacando o empenho do Presidente Ulisses Filho em favor da representatividade feminina no regional. “Para o dia 23, planejamos fazer um evento com diversos assuntos, entre eles, sobre a representatividade feminina nas redes sociais, abordando como virar o jogo a nosso favor, a mentalidade seletiva na engenharia e ainda que os nossos direitos resultam de lutas de várias gerações”, disse, informando que o calendário do próximo semestre ainda está sendo montado e que o Comitê tem atuação interna. “Com homens e mulheres para englobar temas que eles têm que saber sobre a nossa luta”.


A presidente Rosa Tenório concluiu o evento, considerando que todos os regionais têm ações importantes. “Todos os regionais têm ações e planejamento, o que nos deixa muito felizes por ver esse programa cada vez mais consolidado e que só tende a avançar”.


Sugestões para a Soea

Simone Baía informou a realização da sessão solene em referência ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia, a ser marcada junto à Câmara dos Deputados. “Cada fórum que compõe o Comitê Gestor indicou uma profissional e uma convidada. Então, isso já está em andamento, estamos aguardando o retorno para precisar a data”. Já em relação à Soea, ela informou que haverá dois espaços, um painel, com a palestra da empreendedora Ana Fontes, e um fórum “que está sendo construído com vocês”, disse, convidando as participantes a apresentarem sugestões e informando que o material de apoio do Comitê para eventos pode ser enviado por malote aos Creas e ainda que a Mútua dispõe de uma linha de apoio para eventos para os Creas, o Divulga Mútua. Simone destacou que as sugestões ao fórum poderão ser enviadas até o dia 7 de julho, por meio do e-mail programamulher@confea.org.br.


A coordenadora da reunião discorreu sobre a necessidade de amealhar sugestões das participantes sobre temas que poderiam ser debatidos na Soea. "A gente conversou no Comitê Gestor para reunir as contribuições de vocês”, disse Rosa Tenório. A coordenadora da Bahia destacou a temática da gestão do tempo da mulher. “Um tema muito debatido e que tem muita gente boa que trata sobre ele”, disse Rute.


Isabella Lima apresentou a proposta da elaboração de uma cartilha para que os comitês regionais encorajassem as pré-universitárias para incentivar a optarem para as profissões do Sistema. “Inclusive a gente até apresenta o Sistema. Muitos entram na faculdade e não sabem para que serve o Crea e o Confea, seria uma oportunidade de unir tudo”.


Virgínia Barroca falou sobre a importância de discutir o tema do assédio sexual e moral. “Recebemos denúncias anônimas de engenheiras novas, principalmente da violência moral, que é silenciosa. A gente tem se preocupado muito com essa área”. Rute complementou que a situação da mulher negra na Engenharia foi abordada por ela no Encontro de Líderes. “As mulheres negras sofrem todo tipo de preconceito. Não adianta quererem tapar o sol com a peneira. Precisamos combater essa questão”, disse a coordenadora do Crea-BA. “Nossa missão é que a gente possa ser espelho para todas as profissionais do país”, afirmou Rosa Tenório.


Levantamento

Representante do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), a engenheira agrícola Gizele Gadotti, também membro do Comitê Gestor do Programa Mulher no Confea, destacou a importância de reunir dados sobre a participação feminina nos regionais, reunindo a quantidade de inspetoras, de engenheiras em cada modalidade, no plenário, nas diretorias. “Esse levantamento seria muito interessante até mesmo para as ações dentro do Estado para focar melhor as ações. Para a gente chegar mais próximo aos nossos colegas”. A coordenadora baiana comentou que o diagnóstico da participação feminina no Crea-BA está previsto no plano de trabalho do comitê e está quase concluído. “Encontramos muitas divergências em relação ao que tem no Confea e estamos atualizando isso para levar prontinho para poder apresentar essa realidade”.


Outro ponto destacado por Gizele foi a necessidade de os comitês responderem aos objetivos e metas do Programa. “Seria importante para pensarmos novos objetivos e metas para aprimorarmos o programa Mulher nacional. Seria importante saber como essa cartilha ajuda vocês, seria um retorno muito interessante para nós”, considerou. A sugestão foi incentivada pela presidente do Crea-AL já para a reunião do comitê nacional em 8 de julho. “Poderíamos consolidar isso em um formato padronizado”, disse a presidente Rosa Tenório.


Henrique Nunes

Equipe de Comunicação do Confea

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