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Programa Mulher será apresentado nos Congressos Estaduais de Profissionais


Brasília, 15 de junho de 2022.


Na tarde desta terça-feira (14), as coordenadoras do Programa Mulher da Região Norte estiveram reunidas para compartilhar experiências, fases do programa e as especificidades de cada Regional na implementação das políticas de equidade de gênero. Ao abrir a reunião, a integrante do Comitê Gestor e conselheira eng. mec. Michele Costa Ramos falou da importante fase do Programa: “Estamos trabalhando na reformulação do Programa Mulher, que foi pensado nacionalmente. Agora, precisamos moldá-lo para as realidades estaduais. Por isso esses encontros têm sido tão prósperos. No início do ano, conseguimos reunir - presencialmente - todas as coordenadoras no Encontro de Líderes, agora vamos repetir na Soea (Semana Oficial de Engenharia e Agronomia) em outubro. E nesse intervalo vamos realizando os encontros regionais para dar andamento à adequação do Programa Mulher”, comemorou a engenheira.


Creas Norte

De acordo com os últimos números divulgados, dos cinco estados com maior percentual de profissionais do sexo feminino registradas, quatro são da região Norte. O Crea-RR ocupa o primeiro lugar com 29 % de mulheres no total, seguido do Crea-AM (25%), Crea-AC (24%) e Crea-TO (23%) Já o Crea-AP é o que tem o menor número de registro de profissionais mulheres, com 14%.




Em consonância com os números de registradas, em que Roraima tem 29%, a coordenadora do Programa Mulher em Roraima, eng. civ. Ivina Sanches, iniciou sua apresentação celebrando por ser o Crea mais feminino. “Somos 13 conselheiras, entre titulares e suplentes. Dos 36 funcionários, 22 são mulheres”, comemorou a engenheira. A coordenadora adjunta do Programa, eng. agr. Jéssica Milanez, mostrou as iniciativas realizadas, que incluiu palestra sobre o protagonismo da mulher no convívio social. “Nosso objetivo é aumentar o engajamento e tornar a mulher mais empoderada e mais confiante”.





Da Região Norte, apenas o Crea Acre é presidido por uma mulher: Carmem Bastos Nardino, que tem como coordenadora do Programa Mulher, eng. agr. Lya Beiruth. Durante a apresentação, Beiruth compartilhou a ideia de criar uma página dentro do site do Crea- AC para compilar conteúdo e “estamos amadurecendo o projeto de uma ouvidoria para receber queixas e denúncias.”, disse. Lya, que também é da área acadêmica, falou sobre a realização da pesquisa sobre “absorção das mulheres no mercado de trabalho como engenheiras no Estado do Acre”. “A presença das mulheres engenheiras e geocientistas aumentou nas universidades, entretanto onde essas profissionais vão parar depois de formadas? Os números das egressas e das profissionais em atuação não coincidem. Precisamos entender por que elas não estão sendo absorvidas pelo mercado de trabalho”, defendeu Beiruth. A coordenadora informou que antes dos Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs) também haverá apresentação do Programa Mulher a fim de difundir ainda mais as pautas e dar visibilidade ao Programa.


Os números do último Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (2018) demonstram que, em algumas áreas da engenharia, as mulheres chegam até mesmo a ser maioria nas salas de aulas das universidades. De acordo com o estudo, as mulheres já são maioria em seis cursos: Engenharia de Alimentos (62,9%), Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (59,4%) e Engenharia Têxtil (53,6%), Engenharia Química (50,8%), Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (50,4%) e Engenharia Ambiental e Sanitária (50,2%). Nas demais engenharias (Civil, Mecânica e Elétrica), os homens ainda são maioria apesar do número em ascensão da participação feminina.





A coordenadora do programa no Crea Amazonas, eng. pesca Alzira Miranda, mostrou as articulações com as entidades regionais passando pela elaboração do regimento interno e um plano anual de trabalho. “No decorrer do mês de março fizemos lives sobre “A importância do engajamento digital na formação de novas líderes para o Sistema” e “Como registrar e patentear um projeto, produto ou marca”, entre outras. Ainda conseguimos trazer as meninas do coletivo “eng. manas”, que retrata o cotidiano da profissão de uma maneira bem divertida”. Alzira ainda falou sobre as ações na Assembleia Legislativa do Amazonas: “realizamos uma solenidade na Assembleia a fim de sensibilizar os parlamentares e ter uma maior articulação com as parlamentares”.





Recém conduzida para o cargo de coordenadora do Programa em Rondônia, Andrea Menezes, assumiu há quatro meses a missão e falou da vivência no estado. “Assumimos do zero, então tudo que estamos fazendo considero grandioso e desafiador. Sensibilizar os pares sobre a importância do Programa Mulher tem sido uma luta constante.”, desabafou. Menezes informou que em homenagem ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia (23 de junho) as profissionais com registros mais antigos serão homenageadas pelo Regional.





A coordenadora do Programa Mulher no Crea Pará, eng. civ. Adriana Falconeri, apresentou as iniciativas realizadas, que inclui a sensibilização do corpo funcional, dos conselheiros, dos diretores e dos inspetores. Palestras e homenagens têm pautado o Programa Mulher no estado. “Para o dia 23 de junho vamos homenagear a primeira profissional registrada, a primeira conselheira, a primeira diretora, e a profissional mais antiga que se registrou na Mútua.” Outra iniciativa, é a de apresentar o Programa durante os Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs), que são eventos preparatório para o Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que será realizado de 06 a 08 de outubro, em Goiânia (GO).





Com pouco mais de um ano de existência, o Programa Mulher no Tocantins tem como coordenadora Cleonice Barbaresco, que vem promovendo ações com o objetivo de divulgar a iniciativa no estado, como lives sobre a violência de gênero e os efeitos protetivos da Lei Maria da Penha em alusão ao mês de Proteção a Mulher (Agosto Lilás), divulgação de cards nas redes sociais e vídeos transmitindo informações que fortalecem os conceitos das diversas temáticas relacionadas aos meses correspondentes. “Eventos como Jornada da Mulher; Cafés com os Parceiros da Engenharia; vêm promovendo resultados relevantes no contexto institucional do Crea-TO e na relação com outras organizações. Ainda vamos promover o encontro com todas as representantes das inspetorias municipais do Comitê Gestor Programa Mulher; palestras das profissões de Engenharia nas escolas em diversos municípios; além da participação do Comitê Gestor no Congresso Estadual de Profissional. As perspectivas são as melhores possíveis para a evolução do Comitê Gestor do Programa Mulher Crea-TO.” , anunciou Barbaresco. O Crea-TO tem registrado 1369 mulheres em um universo de 5122 profissionais.





Por sua vez a coordenadora no Amapá, eng. amb. Pâmela Sá, abriu dizendo que uma das prioridades é estruturar o comitê gestor no estado, bem como realizar palestras sobre os temas abordados no Comitê e estimular a Participação no evento M.A.N.A.S em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap). Sá finalizou sua participação sugerindo a leitura do livro “Cidade feminista a luta pelo espaço em um mundo desempenhado por homens” uma obra da geógrafa canadense Leslie Kern . “A publicação fala do uso da cidade, da mobilidade, do meio urbano pelas mulheres e como as cidades não foram feitas por nós nem para nós. Inclusive, eu queria propor que essa reflexão fosse levada para os debates na Soea”, propôs a coordenadora.



Assessora da Presidência e integrante do Comitê Gestor do Programa Mulher, a eng. quím. Simone Baía reforçou que os Creas têm até o final do mês para apresentar contribuições para o Fórum do Programa Mulher da 77ª Soea, que será realizada de 04 a 06 de outubro, em Goiânia (GO).


Acesse a cartilha do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua

Saiba mais sobre as reuniões regionais:


Creas da Região Sudeste apresentam experiências do Programa Mulher

Regionais compartilham experiências do Programa Mulher


Fernanda Pimentel

Equipe de Comunicação do Confea

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