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  • henriquenunes6

Empreendedorismo marca propostas do Programa Mulher do Centro-Oeste


Brasília, 13 de junho de 2022.

As coordenadoras do Programa Mulher da região Centro-Oeste apresentaram propostas e relataram o andamento das suas atividades, em reunião virtual promovida pelo Comitê Gestor do Programa Mulher, no Confea, nesta sexta (10). A representante do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) no Comitê Gestor do Programa Mulher no Confea, eng. agric. Gizele Gadotti, conduziu a reunião, da qual participaram a presidente do Crea-DF, eng. civ. Fátima Có, e as também coordenadoras eng. civ. tecg. saneam. Camilla Santos (Crea-GO), eng. sanit. amb. e seg. trab. Giuvania Lopes (coordenadora adjunta do Programa Mulher no Crea-MT) e eng. agrim. Ilse Jungles (Crea-MS).


A reunião foi acompanhada por integrantes do Comitê Gestor do Programa no Confea, eng. quim. Simone Baía, eng. amb. Renato Muzzolon Júnior e conselheira federal eng. mec. Michele Ramos. Ao final da reunião, Gizele se manifestou feliz por a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia contemplar um dos aspectos mais mencionados pelas coordenadoras entre as demandas das profissionais: o empreendedorismo.


Segundo a mediadora e coordenadora da reunião, a ideia era que todas comentassem o cumprimento do Plano de Trabalho, suas dificuldades e ações que estão repercutindo bem. “Pessoalmente, gostaria que depois vocês possam nos repassar, para que a gente levasse isso também ao Programa Mulher nacional, o número de conselheiras, diretoras, de inspetoras em cada Crea, aquilo que a gente tem na própria cartilha do nacional, um pouco replicado no estadual”, sugeriu, ao início dos trabalhos.


Outro aspecto levantado por Gizele refere-se à visão das colegas sobre os objetivos da cartilha do nacional. “Gostaria de saber se de alguma forma vocês têm isso no plano de trabalho de vocês. É interessante para que, no próximo ano, o comitê nacional faça objetivos que tenham ligação com a base. Mas por hora é um bate-papo para a gente alinhar”, comentou.



“A ideia dessa aproximação com os regionais é justamente para isso, pegar as ideias que estão fortalecidas nos Creas e a gente transformá-las em uma força maior, através da ação nacional do Comitê Gestor como um todo. O alcance das nossas ações é muito maior se todas agirmos juntas. E acho que o Programa Mulher como um todo está entrando em uma linha de união, de todo mundo trabalhando em conjunto, o que vai ser muito importante”, comentou outra integrante do Comitê Gestor no Confea, a conselheira federal Michele Ramos.


Gizele afirmou que apresentará para cada coordenadora um questionário sobre o cumprimento dos objetivos nacionais do Programa, a ser padronizado sob a plataforma Google Forms ou outras. “Temos uma listagem enorme de ações previstas na cartilha. E precisamos codificar essas informações até o dia 7 de julho, um dia antes da próxima reunião do Comitê Gestor nacional”, solicitou.




Rotina de atividades

Sobre o plano de trabalho, Giuvania Lopes comentou que ele está sendo conduzido atualmente junto ao Crea Júnior nas atividades dos encontros preparatórios para Congresso Estadual de Profissionais, percorrendo 26 municípios até agosto. ‘Isso está sendo muito bom, mas, independente do CEP, estamos visitando as instituições de ensino. A nossa divulgação está sendo ostensiva. Temos tido bastante receptividade. A parceria com o Crea Júnior está sendo também muito boa porque atingimos não só as mulheres. Esclarecemos o porquê da desistência delas e outros questionamentos”.


A coordenadora do Programa Mulher do Crea-MT comentou que ele está realizando um levantamento “para buscar informações sobre qual o motivo de elas desistirem ou de estarem fora do mercado de trabalho” e tentar fazer um balanço dentro do estado. “Estamos tendo bastante apoio. O presidente Juares sempre está presente, temos uma parceria excelente”, descreveu.


Camilla Santos destacou a “gama de propostas” definidas pelo Programa Mulher do Crea-GO. “Nosso regimento interno ainda não foi aprovado, mas estamos já delimitando as responsabilidades para levar as nossas propostas às regionais de forma mais abrangente”, disse, comentando que o regimento foi feito tendo como modelo o do Crea-MG. “Não tivemos dificuldades de desenvolver, mas ainda não foi aprovado. E também não temos o plano de trabalho aprovado ainda”, expôs, informando que o comitê é composto por sete integrantes e conta com o apoio do presidente eng. civ. Lamartine Moreira.


Com o apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG), diz, “está sendo feito um trabalho muito bonito com meninas desde o ensino médio à faculdade para preparar sobre o que é o mercado de trabalho das engenharias e geociências. Elas distribuíram o livro ‘Meninas Engenheiras’ e estão pedindo para rodar mais esse material para a gente começar a fazer mais palestras, em conjunto com a UFG, o que vai ser muito bacana. Então, a gente está conseguindo levar isso tanto para as regionais, quanto para as universidades”, informou Camilla, acrescentando que a Promotoria do Estado de Goiás convidou o Regional para fazer ações conjuntas em canteiros de obras em torno de temas como segurança e respeito.


A realização de um diagnóstico e o incentivo à participação feminina nas escolas de ensino médio estão entre as ações do Crea-DF, além de metas listadas pela presidente do Regional, como: buscar ampliar e fortalecer as ações parlamentares junto às bancadas femininas; incentivar a promoção de eventos com foco na mulher enquanto profissional; promover palestras; incentivar a promoção e a valorização da contribuição das mulheres profissionais em todas as esferas do Crea-DF; incentivar o encontro com as entidades de classe que compõem o Colégio de Entidades Regionais (Cder) e elaborar um projeto de mapeamento da participação feminina no âmbito do Crea-DF e do governo do Distrito Federal.


“Estamos focadas em colocar o empreendedorismo, homenagens e esse mapeamento, que também vamos fazer em nível de governo federal”, destacou, dizendo que não houve dificuldades para a implantação do Programa. “Buscamos programas existentes e escolhemos a engenheira civil Lia Sá, ex-presidente do Crea, hoje superintendente técnica, e a engenheira Mirelle Corrêa, responsável dos programas de Mulher do Sinduscon-DF, buscando também a mulher que não é engenheira, na construção civil”, informando que o comitê regional conta com sete integrantes. Fátima também informou que o Crea-DF realizará um evento dia 30, no Clube de Engenharia, alusivo ao Dia Internacional da Mulher na Engenharia (23 de junho).


Assumindo a coordenação do Comitê do Programa Mulher do Crea-MS naquela ocasião, a engenheira agrimensora Ilse Jungles comentou que a homenagem às mulheres do dia 23 contará com a participação de uma engenheira, uma engenheira agrônoma e uma geocientista. “Queremos buscar as mulheres que estão fora do Conselho para compartilhar as suas ideias”, comentou.


Com 10 integrantes, incluindo a presidente do Crea-MS, Ilse considera que o Comitê Gestor precisa incentivar a participação das mulheres nas entidades de classe, que a diretoria do Crea e as inspetorias tiveram um amplo aumento da participação feminina e destacando a criação, ainda incipiente, da Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências – Afeag-MS.


A mais recente coordenadora do país informou ainda que o regimento foi instituído no ano passado, quando a presidente Vânia Mello assumiu e constituiu o Comitê. “Foi no dia 12 de maio, mas a pandemia deu uma travada. Foi feita uma chamada pública para fomento para entidades de classe. Pegamos duas associações com a realização de dois eventos, uma ‘live’ sobre mulheres com promotora e uma engenheira. Fizemos também um curso de Comunicação Não-Violenta, com lançamento da cartilha digital”, diz, comentando que foi feita também uma “live” sobre marketing pessoa. “Pra vender a imagem da mulher. Coisa que mulher gosta. Todas ficaram encantadas”, disse, destacando também ações projetadas na área de empreendedorismo.


Soea

Simone Baía descreveu a expectativa pela participação dos Programas Mulher de todo o país na Semana Oficial de Engenharia e da Agronomia (Soea), de 4 a 6 de outubro, em Goiânia. “No ano passado, o Painel Mulher foi bem concorrido, e esse ano, além do Painel Mulher, vamos ter o Fórum Mulher, ou seja, vamos ter dois espaços. O Painel Mulher tem a característica de ser feito por grandes palestras. Esse ano, vamos fazer uma grande palestra com a Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher e uma grande incentivadora do empreendedorismo. E no dia 5, nós vamos ter o Fórum, em que o Comitê Gestor sugeriu que fosse participativo com as ideias dos vários comitês pelo Brasil. Por isso, estamos conversando com vocês, ouvindo as peculiaridades regionais. Então, a construção desse Fórum está sendo coletiva”, comentou. Gizele lembrou que o Painel será realizado em um auditório para 600 pessoas, incentivando a participação de todas.


A conselheira federal Michele Ramos participou da conversa falando da Cidade do México, onde estava como representante do plenário na reunião da União Panamericana de Associações de Engenheiros – Upadi. “A gente precisa entender o que os regionais estão fazendo, quais são os anseios desses regionais para que a gente realmente faça um Programa Mulher com diálogo e principalmente respeitando as particularidades de cada região do país. Todo mundo trabalhando em conjunto, vai ser um marco no Programa”, diz, informando que mediará a reunião da região Norte na próxima terça-feira (14).


Já o gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea, eng. amb. Renato Muzzolon Júnior, incentivou a participação de todas nos eventos precursores e regionais para a preparação do Congresso Nacional de Profissionais. “Instigo vocês para que façam parte dos eventos precursores e se coloquem à disposição como delegadas e sejam eleitas também”, convidou. “Aqui no Mato Grosso nossas ações do Programa Mulher aproveitaram os CEPs em 26 municípios em que o Crea Mulher estará em todos eles, junto também ao Crea Júnior. Realmente, a gente está cutucando bastante o pessoal. E a ideia é eleger delegadas mulheres para fazer parte do nosso time”, comentou Giuvania. “Essa articulação é muito importante, assim como foi a primeira vez a participação das mulheres no Encontro de Líderes. Vai demonstrar mais uma vez a capilaridade do Programa”, respondeu Renato.


Coordenadora adjunta do CEP-MS, Ilse Jungles comentou que as apresentações dos encontros microrregionais terão a logomarca do Programa Mulher. “E já está havendo campanha para chamar as meninas para serem delegadas. Queremos sair com no mínimo umas cinco delegadas daqui do Mato Grosso do Sul para participar do CNP. Estamos bem confiantes. Em Campo Grande, quando vai se eleger os delegados sem mandato também para que tenha mais mulheres”, afirmou.


“Somos nós engenheiras, engenheiras agrônomas e geocientistas propondo coisas para a sociedade. E é uma oportunidade única porque nós vamos estar em ano eleitoral. Então, esses CEPs deveriam ser um mote para indicar aos candidatos as proposições dos regionais para a sociedade”, comentou Gizele Gadotti.


“Na cartilha traz isso: ação parlamentar, promoção de seminários e outros eventos, valorização e reconhecimento. Além disso, acho muito importante estar em contato com as entidades. A gente precisa aumentar a representatividade desde as entidades, a base do Sistema”, acrescentou a presidente da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola – Abeag, sugerindo ainda a inclusão de representantes das entidades precursoras e das entidades regionais na constituição dos comitês. “É muito animador e importante esse alinhamento com as entidades, o que demonstra que essa pauta feminina está engajando todo o Sistema”, contribuiu Simone Baía.


Equipe de Comunicação do Confea

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